Dragon Ball Super representou um marco na revitalização da icônica série shonen de Akira Toriyama para uma nova geração. Expandindo o universo com Deuses da Destruição, transformações inéditas e um multiverso de oponentes, a série proporcionou momentos memoráveis. No entanto, mais de uma década após sua estreia, certos elementos de Dragon Ball Super não envelheceram tão bem, tornando sua revisitação ou recomendação um desafio, especialmente quando comparada a outras eras da franquia.
Remakes a Caminho Tornam a Série Original Obsoleta
A animação de Dragon Ball Super: Beerus, prevista para o outono de 2026, será uma versão aprimorada e revisada da saga do Deus da Destruição. Este é apenas o primeiro de vários projetos de remake que cobrirão toda a série. Com a promessa de um ritmo melhor e visuais aprimorados, há pouca razão para revisitar a versão original, que contém conteúdo desnecessário. Ao contrário de Dragon Ball Z, onde o filler ajudava a estabelecer a personalidade da série, Dragon Ball Super não se beneficia dessa abordagem. Os remakes têm a oportunidade de corrigir inconsistências e buracos na trama, alinhando melhor a história com Dragon Ball Z e o futuro Dragon Ball DAIMA.
Negligência com Personagens Secundários e Foco Excessivo em Goku
Embora Goku e Vegeta sejam pilares da franquia, Dragon Ball Super tende a focar excessivamente neles, negligenciando o rico elenco de personagens secundários. Goku está presente na maioria das lutas importantes, e Vegeta, apesar de um desenvolvimento maior, raramente derrota o antagonista principal. Personagens como Goten e Trunks, que poderiam ter mais destaque, são deixados de lado. A série Super Hero tentou corrigir isso ao dar mais espaço a Gohan e Piccolo, mas a experiência geral de assistir a uma “celebração de Goku” prolongada, sem tempo para outros, pode ser cansativa.
Discrepâncias entre Anime e Mangá Bifurcam o Público
Um aspecto intrigante de Dragon Ball Super é a produção simultânea e as divergências entre o anime e o mangá. Em vez de adaptar fielmente o mangá, o anime apresenta versões paralelas com diferenças significativas, o que causa confusão e divide os fãs. O Torneio do Poder, por exemplo, exibe eliminações e lutas drasticamente diferentes em cada mídia. O mangá é frequentemente considerado superior, e as inconsistências podem ser frustrantes. A esperança é que os futuros remakes unifiquem essas duas versões.
Transformações Gratuitas e Escalada de Poder Duvidosa
Dragon Ball Super abraça transformações de forma mais frequente, mas com uma escalada de poder que muitas vezes parece arbitrária. Conceitos como Super Saiyan God e Super Saiyan Blue, embora inicialmente empolgantes, podem parecer preguiçosos em comparação com transformações posteriores como Golden Frieza ou Orange Piccolo, que se baseiam em simples trocas de paleta. A lógica por trás do poder de certos personagens, como Krillin se igualando a um Super Saiyan Blue Goku, é questionável, tornando a experiência menos crível.
Animação Falha em Dar Justiça às Grandes Batalhas
Apesar de melhorias gerais na indústria de anime, a animação de Dragon Ball Super, especialmente nas duas primeiras sagas, sofre com uma qualidade inconsistente que não faz justiça às suas batalhas épicas. A ressurreição de Freeza, espetacular em outros filmes, torna-se uma experiência visualmente desagradável no anime. Essa qualidade instável pode levar os fãs a preferir o mangá completo em cores, em vez de assistir a cenas de animação decepcionantes.
O Retorno de Future Trunks e o Torneio do Poder Problemático
O retorno de Future Trunks na saga “Future” Trunks, embora permitisse ver o personagem mais forte, terminou de forma frustrante. A perda de seu final feliz e a destruição de sua linha do tempo, com Trunks sendo convenientemente realocado para uma linha do tempo paralela, levantam questões sobre o propósito de seu retorno. Além disso, o Torneio do Poder, apesar de momentos marcantes, ocupa mais de um quarto do anime, com um ritmo problemático que inclui longos períodos de treinamento e recrutamento. Essa extensão excessiva pode tornar a experiência cansativa para quem não é fã de torneios de artes marciais.
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