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"title": "O Formato de Câmera Digital APS-H: O Legado Esquecido que Moldou a Fotografia Moderna",
"subtitle": "Explorando a história e o desaparecimento do formato APS-H, um intermediário entre APS-C e Full Frame que teve seu auge em câmeras profissionais.",
"content_html": "<h3>A Ascensão e Queda do APS-H</h3>n<p>No universo da fotografia digital, quatro formatos de sensor são amplamente discutidos: médio formato, full-frame, APS-C e Micro Four Thirds. No entanto, um formato que já foi proeminente e agora parece ter sido esquecido é o APS-H. Este formato, que teve seu auge em câmeras profissionais, especialmente da Canon, representa um capítulo fascinante na evolução das câmeras digitais.</p>n<h3>Origens no Mundo do Filme: A Família APS</h3>n<p>O legado do APS-H digital remonta aos formatos de filme APS (Advanced Photo System), lançados em meados da década de 1990. Desenvolvido por grandes fabricantes como Kodak, Fujifilm, Minolta e Nikon, o APS visava oferecer uma alternativa ao domínio do filme 35mm, prometendo câmeras e lentes menores. O sistema APS oferecia três tamanhos de quadro: APS-P (Panorâmico), APS-C (Classic) e o foco deste artigo, APS-H (High Definition).</p>n<p>O APS-H de filme se destacava por sua proporção de 16:9 e um tamanho de 30.2 x 16.7 milímetros, com um fator de corte de 1.25x em relação ao filme 35mm. O APS-C, por sua vez, tinha uma proporção de 3:2 e um tamanho de 25.1 x 16.7 milímetros, com um fator de corte de 1.44x.</p>n<h3>A Transição para o Digital e o Reinado do APS-H</h3>n<p>Com a chegada dos sensores digitais, os fabricantes adaptaram a nomenclatura dos formatos de filme. Os primeiros sensores digitais eram, na verdade, sensores "crop", menores que o formato 35mm (full-frame). Câmeras como a Nikon D1 com seu sensor DX (equivalente a APS-C) e a Canon D30 com seu sensor APS-C foram pioneiras.</p>n<p>No entanto, foi a Canon que impulsionou o formato APS-H no mundo digital. Em 2001, a Canon lançou a EOS-1D, uma câmera DSLR profissional que ostentava um sensor APS-H de 28.7 x 19.1 milímetros e 4.15 megapixels. Este sensor, com um fator de corte de 1.3x, era ligeiramente menor que o formato de filme APS-H, mas representava um avanço significativo para a fotografia profissional, oferecendo um equilíbrio entre tamanho e qualidade de imagem. A Canon continuou a usar o APS-H em suas câmeras profissionais de ponta até 2009, com o lançamento da EOS-1D Mark IV.</p>n<h3>O Declínio e o Nicho do APS-H</h3>n<p>Apesar de seu sucesso em câmeras profissionais, o formato APS-H começou a perder espaço. A Canon, assim como outros fabricantes, gradualmente migrou seu foco para os formatos full-frame e APS-C. A proximidade do APS-H com o full-frame tornava a criação de lentes específicas para ele menos vantajosa, e a economia de espaço em relação ao full-frame não era tão significativa a ponto de justificar o desenvolvimento contínuo de um formato intermediário.</p>n<p>O APS-H não desapareceu completamente de imediato. Câmeras como a Leica M8 e M8.2, lançadas em 2006 e 2008, respectivamente, utilizaram sensores APS-H. Mais recentemente, a Sigma lançou a sd Quattro H em 2016, equipada com o maior sensor Foveon APS-H já produzido. No entanto, fora aplicações industriais muito específicas, como um sensor CMOS APS-H de 250 megapixels apresentado pela Canon em 2024, o formato praticamente se extinguiu do mercado consumidor.</p>n<h3>Um Legado a Ser Relembrado</h3>n<p>O formato APS-H, embora esquecido pela maioria, desempenhou um papel crucial na democratização da fotografia digital de alta qualidade. Ele ofereceu a fotógrafos profissionais uma opção poderosa e versátil antes que os sensores full-frame se tornassem mais acessíveis. A história do APS-H é um lembrete de como a tecnologia fotográfica evolui e de como formatos que um dia foram inovadores podem dar lugar a novas tecnologias, deixando para trás um legado digno de ser revisitado.</p>"
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