Uma Nova Aposta Romântica da Netflix
A temporada de animes traz mais uma obra do gênero romance, e desta vez, a Netflix aposta em “Parede de Gelo” (Koori no Jouheki), baseado no mangá de Agasawa Koucha. Para os fãs de “Seihantai na Kimi ni Boku” (You and I Are Polar Opposites), a novidade é que esta é a segunda obra da mesma autora a ganhar uma adaptação animada, e, assim como a anterior, chega dublada.
Sinopse: A Juventude e suas Barreiras
A trama acompanha Koyuki Hikawa, uma estudante do ensino médio que se distancia dos outros, construindo uma verdadeira “parede” entre si e o mundo. Apesar de sua natureza reclusa, Minato Amemiya insiste em se aproximar dela. A história, que transita entre comédia, romance e slice of life, foca na complexa dinâmica de quatro jovens: Koyuki, Minato, a popular Miki e o descontraído Youta, explorando os desafios da juventude e a construção de relacionamentos.
Expectativas e Produção
Apesar de “Parede de Gelo” ter um início mais suave e talvez menos impactante que outras obras, a expectativa é de que a narrativa ganhe calor ao longo dos episódios. O humor característico da autora de “Seihantai” está presente, mas com a adição de temas mais delicados, como o bullying. A produção, a cargo do Studio KAI, é elogiada, com animações de boa qualidade e uma dublagem que captura bem o espírito jovem. O primeiro episódio, embora gere estranhamento por sua abordagem mais fria, sugere um potencial de desenvolvimento e amadurecimento dos personagens e da trama.
Um Olhar Crítico sobre a Obra
A obra, que começou como uma webcomic e posteriormente chegou à Jump, demonstra o potencial comercial com apoio editorial. A inclusão do romance amplia seu apelo, mas o ponto forte da autora reside na representação do cotidiano e na dinâmica entre os personagens. A ordem de lançamento dos animes da autora levanta a questão sobre a cronologia e como ela pode influenciar a compreensão de piadas e elementos paralelos, como a aceitação social e a evolução do roteiro. Apesar de ter um bom lançamento, a obra ainda carece de um “quentinho no peito”, indicando espaço para crescimento emocional e narrativo.
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