A Controvertida Jornada de Metroid: Other M

Lançado em 2010, Metroid: Other M chegou com a promessa de expandir a rica história da icônica caçadora de recompensas Samus Aran, situando-se entre os eventos de Super Metroid e Metroid Fusion. A trama acompanha Samus em sua missão a bordo da nave espacial “The Bottleship”, onde se une à Federação Galáctica para investigar uma infestação alienígena. O jogo introduziu uma nova perspectiva, misturando jogabilidade em terceira e primeira pessoa com controles inspirados nos clássicos do NES, e explorou o lado mais pessoal e emocional de Samus, especialmente sua relação com o Comandante Adam Malkovich.

No entanto, a recepção de Metroid: Other M foi marcada por uma imensa controvérsia. A principal crítica recaiu sobre a personalidade de Samus Aran, que muitos jogadores consideraram apática e subserviente, especialmente em sua interação com Malkovich. Essa representação afastou significativamente os fãs, levando o jogo a ser frequentemente citado como um dos piores da franquia e da Nintendo, ofuscando até mesmo as inovações em sua jogabilidade.

O Potencial de Metroid: Other M Como Prelúdio

Um dos pontos mais fortes da crítica a Metroid: Other M é a forma como a personagem Samus foi retratada. Para muitos, a Samus de Other M não condiz com a heroína independente e resiliente que os fãs conhecem. Uma análise retrospectiva sugere que os problemas de caracterização poderiam ter sido minimizados se o jogo tivesse sido concebido como um prelúdio. Ao apresentar uma Samus mais jovem e menos experiente, com seus primeiros confrontos adultos contra inimigos como Ridley, o jogo poderia ter seguido um caminho similar ao de outros títulos que exploram as origens de seus protagonistas, como o reboot de Tomb Raider em 2013, que foi bem recebido por retratar uma Lara Croft em desenvolvimento.

Uma Nova Perspectiva Sobre a Jogabilidade e o Legado

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Apesar das falhas narrativas, Metroid: Other M possui méritos que merecem ser reconhecidos. A Team Ninja, responsável pelo desenvolvimento, integrou com sucesso elementos de ação frenética, reminiscentes da série Ninja Gaiden, à jogabilidade mais metódica de Metroid. Graficamente, o jogo se destaca por seus visuais nítidos e coloridos. A exploração dos diversos biomas da “Bottleship”, embora secundária para alguns, pode ser uma experiência envolvente para outros.

Os controles de movimento, embora divisivos, trouxeram uma abordagem inventiva que conferiu ao jogo uma sensação de originalidade. A capacidade de Samus realizar acrobacias e ataques devastadores, como descarregar um canhão de braço totalmente carregado na cabeça de um inimigo, ainda oferece momentos de pura diversão. Embora Metroid: Other M possa não alcançar o status de obras-primas como a trilogia Metroid Prime ou outros títulos do gênero Metroidvania, ele oferece uma experiência de ação sólida e única. Para os fãs dispostos a olhar além de suas controvérsias de roteiro, o jogo pode proporcionar uma surpresa agradável e justificar uma nova apreciação.

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By Arthur Willians

Um cara que já passou dos 30, mas ainda é viciado em animes e o mundo da ilustração digital. Agora com a nova meta de divulgar e incentivar o máximo que puder todos a acreditarem nas habilidades de desenho