Visual Distinto que Salta das Páginas
Em um gênero frequentemente dominado por paletas de cores escuras e realismo cru, o jogo de survival horror I Hate This Place surge como um sopro de ar fresco, ou talvez um grito estridente, com sua apresentação visual ousada e inconfundível. Desenvolvido pela Rock Square Thunder e com publicação digital pela Broken Mirror Games e Feardemic, o título adota uma estética que remete diretamente às páginas de um quadrinho cult, com contornos grossos, blocos de cores agressivos e efeitos visuais exagerados. Essa artificialidade deliberada, longe de diminuir o impacto do horror, confere a ele uma agudeza e um tom confrontador que o destacam em meio a outros títulos do gênero.
Inspiração Direta e Execução Impecável
I Hate This Place não se limita a emprestar o nome ou o tom da série de quadrinhos homônima, criada pelo escritor Kyle Starks e pelo artista Artyom Topilin. O jogo abraça completamente a linguagem dos quadrinhos como meio visual. Indicações sonoras surgem como legendas na tela, impactos são pontuados por onomatopeias gráficas, e o mundo parece mais ilustrado do que renderizado. Essa fidelidade ao material de origem é um dos pilares que tornam a experiência tão marcante, transportando o jogador diretamente para dentro de uma graphic novel interativa.
Jogabilidade e Mecânicas Imersivas
A estética vibrante de I Hate This Place se traduz diretamente em sua jogabilidade. Trata-se de um survival horror isométrico focado em escassez, criação de itens e tomada de decisões sob pressão. Os jogadores controlam Elena, cuja luta pela sobrevivência se inicia após um ritual dar terrivelmente errado, lançando-a em um mundo hostil projetado para punir cada erro. Recursos são limitados, abrigos são temporários e o barulho pode ser fatal. O som é uma ameaça constante, com muitos inimigos caçando primariamente pela audição, o que exige que os jogadores planejem cada movimento com cautela. A furtividade, a criação de armadilhas e a navegação cuidadosa são incentivadas, com o estilo visual do jogo reforçando essas mecânicas através de indicadores sonoros e alertas codificados por cores.
Ciclo Dia-Noite e Edição Física Exclusiva
O mundo de I Hate This Place oscila entre uma calma tensa e uma hostilidade explícita, impulsionado por um ciclo dinâmico de dia e noite. O período diurno é dedicado à exploração de florestas, cidades abandonadas e bunkers, à coleta de materiais e ao reforço de acampamentos. Com a chegada da noite, a atmosfera muda drasticamente: inimigos se multiplicam, a visibilidade diminui e o contraste entre os períodos adiciona um ritmo envolvente à experiência, oferecendo breves momentos de respiro antes de mergulhar novamente no perigo. A Meridiem anunciou uma edição física para PlayStation 5 e Nintendo Switch, a “Elena’s Edition”, que inclui um pôster com efeitos especiais, um artbook detalhando o design inspirado em quadrinhos e uma carta secreta de Elena, celebrando a identidade visual única do jogo e atraindo fãs que valorizam tanto a jogabilidade quanto o processo criativo.
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