A Revolução Tipográfica que Encanta
O ano de 2026 promete ser um marco no design, impulsionado por uma tendência que resgata a alegria e a individualidade: a tipografia expressiva. Essa abordagem, que se distancia da monotonia imposta por algoritmos, já começa a colorir o cenário cultural, especialmente em cartazes de filmes, onde a criatividade se manifesta de forma vibrante e cativante.
Exemplos que Inspiram: De Wuthering Heights a Frankenstein
O recente pôster de “Wuthering Heights”, com sua tipografia desenhada à mão que evoca a rusticidade e a paixão da história, é um dos exemplos que acendem essa chama. A forma como as letras se espalham, com uma textura que remete à própria paisagem, transporta o espectador para o universo da obra. Essa abordagem não visa apenas informar o título, mas despertar sentimentos e curiosidade, seduzindo o público para a narrativa.
Outros filmes como “Ballad of a Small Player”, com sua tipografia ousada em amarelo-verde que contrasta com o fundo vibrante e a energia das letras em ângulos dinâmicos, e “Bugonia”, que adota uma estética geométrica e modernista com formas circulares e arrojadas, demonstram a diversidade dessa tendência. O cartaz de “Frankenstein” de Guillermo del Toro, por sua vez, mergulha no maximalismo com tipografia ilustrada e ornamentada, cercada por cores ricas e detalhes simbólicos, capturando perfeitamente a essência gótica do diretor.
Rompendo com a Mediocridade Algorítmica
O que une essas criações é a coragem de assumir riscos e expressar autenticidade. Em uma era dominada pela busca por apelo universal e pela previsibilidade do design algorítmico, essas peças se destacam por falar diretamente com seu público-alvo. Essa ousadia criativa é um sopro de ar fresco, combatendo a sensação de saturação e fadiga visual que se tornou comum.
Um Chamado por Mais Personalidade no Design
A esperança é que essa tendência transcenda os limites dos pôsteres de cinema e inspire outras áreas do design. A autora da matéria expressa o desejo de ver marcas, editoras e plataformas digitais abraçando essa energia, resultando em serviços de streaming com identidades únicas, capas de livros mais arrojadas e websites que ostentem personalidade em vez de seguir modelos genéricos. Em 2026, o mundo anseia por um design que gere conexões emocionais genuínas e reacenda a paixão pela criatividade visual, combatendo o “doomscrolling” e a monotonia que parecem ter se tornado o estado padrão.
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