O PlayStation 1 (PS1) foi um marco na história dos videogames, impulsionando gêneros como JRPGs com títulos como Final Fantasy 7 e revolucionando a narrativa com Metal Gear Solid. Décadas após seu lançamento, o console continua sendo um gigante na indústria. No entanto, nem todos os seus jogos resistiram ao teste do tempo. Alguns clássicos, que um dia foram aclamados, hoje apresentam problemas que os tornam praticamente injogáveis.

Final Fantasy 8: Funcionalidades Perdidas e Acessibilidade Limitada

Final Fantasy 8, apesar de suas controvérsias de jogabilidade e história, sofre com um problema adicional: a dependência do acessório PocketStation. Lançado no Japão, ele permitia acesso a um minigame, Chocobo World, e a transferência de itens poderosos para o jogo principal. Infelizmente, jogadores fora do Japão sempre foram privados desse conteúdo, e hoje o acesso se tornou ainda mais difícil. Felizmente, o minigame Triple Triad, considerado por muitos um dos melhores já criados, ainda é facilmente acessível e divertido.

R/C Stunt Copter: Controles Desastrosos em um Simulador de Voo

Lançado em 1999, R/C Stunt Copter era um simulador de voo que, inexplicavelmente, foi projetado para o Dual Analog Controller, e não para o DualShock, mais comum no PS1. Essa decisão resulta em problemas sérios de controle. Os comandos são rígidos e imprecisos, o que é um pesadelo em um jogo de simulação de voo. Esses problemas só se agravaram com o tempo, tornando R/C Stunt Copter um jogo esquecido que, de fato, merece ser deixado de lado.

Gran Turismo: Vantagem Tecnológica que Virou Obstáculo

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Gran Turismo deu início a uma franquia de corrida lendária que perdura até hoje. Na época de seu lançamento, era um dos jogos de corrida mais avançados. Contudo, essa vanguarda tecnológica acabou prejudicando sua longevidade. O jogo permite colecionar uma quantidade imensa de carros, mas isso leva a limitações de memória. Os arquivos de salvamento podem crescer tanto que excedem a capacidade de um Memory Card do PS1, impedindo os jogadores de continuar seu progresso.

Resident Evil: Director’s Cut – Uma Experiência Perturbadora (Pela Razão Errada)

Resident Evil é um clássico do survival horror que, embora não tenha envelhecido tão bem quanto outros títulos do PS1, ainda pode ser divertido. No entanto, o mesmo não se pode dizer da versão Director’s Cut: Dual Shock Version. Esta edição introduziu mudanças desnecessárias, como alterações de ângulos de câmera e posicionamento de inimigos sem motivo aparente. O pior, porém, é a trilha sonora, que prejudica a atmosfera sombria característica da série.

Dance Dance Revolution: A Versão de PS1 Não Compete com os Arcades

Dance Dance Revolution (DDR) começou como um fenômeno de arcade e chegou aos consoles, incluindo o PS1. O jogo exige que os jogadores pisem nas setas direcionais no ritmo da música. Embora a versão arcade de DDR seja atemporal, o port para PS1 é outra história. Com duas opções de controle — o controle padrão e o acessório DancePad —, a experiência sem o DancePad é tão limitada que mal parece o mesmo jogo. Com o DancePad cada vez mais raro, revisitar o jogo no PS1 se torna uma tarefa árdua.

Vib-Ribbon: O Recurso Mais Brilhante Só Funciona no Console Original

Vib-Ribbon, um jogo de ritmo criado pelo mesmo estúdio de PaRappa the Rapper, coloca os jogadores no controle de um coelho de arame, Vibri, superando obstáculos rítmicos. O que tornava Vib-Ribbon especial no PS1 era a capacidade de inserir CDs de música próprios. O jogo gerava fases únicas com base no ritmo das faixas, tornando-o incrivelmente rejogável. Infelizmente, essa funcionalidade de CD foi removida em relançamentos digitais, limitando os jogadores à trilha sonora original.

Cyber Sled: Curva de Aprendizado Íngreme e Controles Arcaicos

Cyber Sled, um jogo de combate veicular que teve origem nos arcades, teve uma recepção morna no PS1 e hoje é ainda menos impressionante. Lançado no início da vida do console, ele não contava com suporte para analógicos, e a jogabilidade com o D-pad padrão era rígida e desajeitada. Se tivesse sido lançado mais tarde, com o suporte a analógicos já estabelecido, talvez tivesse tido um desempenho melhor. Atualmente, não se compara a outros títulos do gênero, como a série Twisted Metal.

Time Crisis: Controles Travados que Não Seguram o Tranco

Time Crisis, um rail shooter de pistola de luz lançado para PS1 em 1997, foi projetado para o periférico GunCon. Embora haja uma opção de jogar com o controle padrão, a experiência é claramente otimizada para a pistola. A mira lenta e a disposição confusa dos botões tornam o jogo clunky e frustrante. Como a maioria das TVs modernas não suporta a tecnologia de tela sensível à luz, Time Crisis se tornou um jogo difícil de aproveitar hoje em dia.

Densha de Go!: Fora dos Trilhos com o Tempo

Densha de Go! é um simulador de trens que desafia os jogadores a gerenciar o sistema ferroviário japonês dos anos 90. O jogo exige atenção à velocidade, frenagem, horários e diversos outros indicadores. Apesar de sua popularidade no Japão, o jogo é pouco acessível para o público ocidental. Além da barreira linguística, Densha de Go! depende de um periférico exclusivo que replica os controles de uma cabine de trem. Sem ele, o uso do controle padrão é inadequado, pois o jogo não foi projetado para isso.

i Modo Mo Issho: Literalmente Injogável Devido à Tecnologia Obsoleta

Doko Demo Issyo é um jogo de pet virtual onde os jogadores criam e cuidam de seus próprios animais de estimação virtuais. Um de seus pacotes de expansão, i Modo Mo Issho, utilizava o serviço de celular i-mode do Japão para comunicação online. Obviamente, com mais de vinte anos de idade e dependendo de um serviço online desativado, o jogo se tornou impossível de jogar. Isso o torna o título menos jogável do PS1 na atualidade.

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By Arthur Willians

Um cara que já passou dos 30, mas ainda é viciado em animes e o mundo da ilustração digital. Agora com a nova meta de divulgar e incentivar o máximo que puder todos a acreditarem nas habilidades de desenho