Descoberta Surpreendente com Novo Instrumento

Uma estrutura desconhecida e intrigante foi identificada no coração da Nebulosa do Anel, um dos objetos celestes mais reconhecíveis e estudados. Utilizando o novo instrumento de imagem WEAVE (WHT Enhanced Area Velocity Explorer), montado nas Ilhas Canárias, astrônomos detectaram uma nuvem em forma de barra composta por átomos de ferro que se estende pelo interior da nebulosa.

A Nebulosa do Anel: Um Objeto Clássico

A Nebulosa do Anel, também conhecida como Messier 57, está localizada na constelação de Lyra, a aproximadamente 2.600 anos-luz da Terra. Descoberta em 1779, é uma das nebulosas planetárias mais célebres, com imagens espetaculares capturadas pelos telescópios espaciais Hubble e James Webb. Ela se formou quando uma estrela com cerca de duas vezes a massa do Sol esgotou seu combustível nuclear, expandiu-se em uma gigante vermelha e ejetou suas camadas externas. O que resta é uma anã branca compacta, cercada por uma concha de gás brilhante, com cerca de 4.000 anos de idade.

A Misteriosa Barra de Ferro

A recém-descoberta estrutura de ferro é notavelmente incomum. A barra de átomos de ferro mede cerca de 6 trilhões de quilômetros de comprimento e contém uma quantidade de ferro comparável à massa do núcleo de ferro derretido da Terra. Observações indicam que nenhum outro elemento químico detectado aparece concentrado nesta característica específica. Roger Wesson, da Universidade de Cardiff e University College London, autor principal da pesquisa publicada na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, expressou surpresa com a descoberta, destacando que mesmo objetos familiares podem revelar novas surpresas quando observados de novas maneiras.

Origem Incerta e Hipóteses Futuras

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A origem exata da barra de ferro ainda é um mistério. Uma hipótese sugere que o ferro pode ter se originado de um planeta rochoso que foi destruído quando a estrela progenitora expandiu e ejetou suas camadas externas. Se confirmada, essa teoria poderia oferecer um vislumbre do destino dos planetas internos do nosso Sistema Solar, incluindo a Terra, quando o Sol atingir um estágio semelhante em bilhões de anos. Outra possibilidade é que a barra tenha se formado através de processos ligados à criação da nebulosa, em vez de um planeta. A coautora do estudo, Janet Drew, do University College London, comentou que a ausência de outros elementos concentrados na barra torna a descoberta peculiar e sem uma explicação imediata. Embora um planeta como a Terra contenha ferro suficiente para explicar a massa observada, a forma de barra da estrutura permanece difícil de explicar. Pesquisadores planejam observações adicionais para investigar a presença de outros elementos na estrutura e determinar a frequência de tais características em outras nebulosas.

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By Arthur Willians

Um cara que já passou dos 30, mas ainda é viciado em animes e o mundo da ilustração digital. Agora com a nova meta de divulgar e incentivar o máximo que puder todos a acreditarem nas habilidades de desenho