Nostalgia com um toque bizarro
Um dos momentos mais aguardados do Super Bowl são os comerciais, que costumam misturar humor, emoção e, cada vez mais, nostalgia. Neste ano, a Dunkin’ Donuts apostou em um comercial que parodia o filme ‘Gênio Indomável’ com um toque de sitcom dos anos 90, reunindo estrelas da época como Ben Affleck, Jennifer Aniston e Matt LeBlanc. O anúncio, intitulado ‘Good Will Dunkin”, traz Affleck no papel de Will Hunting, um gênio da matemática que trabalha na Dunkin’.
Tecnologia de rejuvenescimento causa estranhamento
Apesar da premissa nostálgica e do elenco estelar, o que realmente chamou a atenção e gerou burburinho nas redes sociais foi o uso de tecnologia para rejuvenescer digitalmente os atores. As feições dos artistas parecem distorcidas e artificiais, lembrando os primeiros deepfakes, o que muitos espectadores consideraram perturbador. Críticas apontam que a qualidade visual remete a uma tecnologia precária, resultando em um efeito de ‘vale da estranheza’ que tira a graça do comercial.
Reações negativas nas redes sociais
Fãs expressaram descontentamento em plataformas como o Reddit. Um comentário descreve o anúncio como ‘facilmente um dos piores’, criticando o CGI (ou IA) ‘assustador’, a edição ‘ruim’ e a falta de foco no produto, apesar do talento do elenco. Outra crítica aponta que o rejuvenescimento desnecessário adicionou ‘cinco camadas de vale da estranheza’ e eliminou qualquer potencial de diversão. A ironia não passou despercebida: assim como a IA, o anúncio parece ser uma recombinação de material existente, resultando em algo estranho e sem alma.
Debate sobre IA e nostalgia
Apesar da controvérsia, o comercial cumpre seu papel de gerar conversa. A Dunkin’ Donuts utilizou um elenco de peso e referências culturais fortes para evocar a nostalgia dos anos 90. No entanto, a execução da tecnologia de rejuvenescimento dividiu opiniões, com muitos questionando a eficácia e o impacto visual. Enquanto alguns debatem se a tecnologia utilizada foi CGI ou Inteligência Artificial, a discussão se volta para a natureza derivativa e, para alguns, a falta de originalidade que tais ferramentas podem trazer, mesmo quando aplicadas a um contexto aparentemente divertido.
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