Um Clássico Subestimado da Ficção Científica

Lançado em 2014, O Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow), estrelado por Tom Cruise, é um filme que elevou o patamar para os projetos de ficção científica. Baseado na graphic novel All You Need is Kill, de Keiji Kiriya, o longa-metragem retrata um futuro pós-apocalíptico onde a humanidade está em uma guerra brutal contra uma espécie alienígena conhecida como ‘Mimics’.

Tom Cruise interpreta o Major William Cage, um oficial de relações públicas sem experiência em combate que é subitamente jogado na linha de frente. Em seu primeiro confronto, Cage morre, apenas para acordar ileso e reviver o mesmo dia. A exposição ao sangue Mimic o prendeu em um loop temporal, permitindo que ele reviva incessantemente o dia que antecede sua morte. Cada falha significa um novo recomeço, uma nova chance de aprender e lutar.

Com a ajuda da Sargento Rita Vrataski (Emily Blunt), que já passou por uma experiência semelhante, Cage utiliza o conhecimento adquirido em suas infinitas mortes para travar uma batalha contra os Mimics e salvar a existência humana. A premissa, que remete ao clássico Feitiço do Tempo (Groundhog Day), é elevada a um novo patamar com as altíssimas apostas da sobrevivência da espécie e sequências de ação sci-fi espetaculares.

Edição Inteligente e Visuais Deslumbrantes

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O que diferencia O Limite do Amanhã de outras obras com premissas semelhantes é sua edição impecável. O filme consegue apresentar as variações do loop temporal sem cair na repetição ou no tédio, mostrando ao público exatamente o que precisa ser visto em cada iteração. Essa habilidade narrativa, combinada com visuais deslumbrantes que dão vida à épica guerra entre humanos e alienígenas, torna o filme único.

O design criativo dos elementos de ficção científica e a química entre Tom Cruise e Emily Blunt, que entregam tanto os momentos de ação quanto os emocionais com maestria, solidificam O Limite do Amanhã como um modelo perfeito de filme sci-fi independente. Apesar de sua qualidade, o filme não obteve o reconhecimento financeiro esperado.

Marketing Inadequado e Desempenho de Bilheteria

Apesar de aclamado pela crítica, com um índice de aprovação de 91% no Rotten Tomatoes, O Limite do Amanhã arrecadou cerca de 370 milhões de dólares mundialmente, contra um orçamento de 178 milhões. Embora não tenha sido um desastre total, o desempenho foi considerado decepcionante pela Warner Bros., especialmente para um filme de tal escala e com uma estrela como Tom Cruise.

Um dos fatores que podem ter prejudicado o filme foi o título. A sugestão do diretor Doug Liman, Live. Die. Repeat., que se tornou a tagline do filme e foi mais proeminente em pôsteres e lançamentos domésticos, foi rejeitada em favor de Edge of Tomorrow. Este último, segundo críticos, soava mais como um filme adolescente do que uma aventura de ação sci-fi. A audiência, no entanto, demonstrou grande apreço, com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, comprovando que quem assistiu, amou.

A Esperança de uma Continuação

Mais de uma década após seu lançamento, fãs ainda clamam por uma sequência. O final do filme deixa a porta aberta para o retorno dos Mimics ou para novas ameaças existenciais que forcem Cage e Vrataski a agir novamente. Tom Cruise, Emily Blunt e o diretor Doug Liman expressaram publicamente o desejo de retornar para uma continuação, mas questões de roteiro e agendas lotadas têm adiado a produção.

Recentemente, o novo acordo de Tom Cruise com a Warner Bros. reacendeu a esperança de um Edge of Tomorrow 2, embora nada tenha sido confirmado. Rumores sobre uma série spin-off para a HBO Max também circularam, mas com poucas atualizações. Enquanto a continuação não se concretiza, O Limite do Amanhã permanece como um sólido parâmetro para o que o gênero de ação sci-fi pode oferecer de melhor.

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By Arthur Willians

Um cara que já passou dos 30, mas ainda é viciado em animes e o mundo da ilustração digital. Agora com a nova meta de divulgar e incentivar o máximo que puder todos a acreditarem nas habilidades de desenho