Novas Perspectivas nos Jogos de Milão-Cortina

A cobertura das Olimpíadas de Inverno de 2026 em Milão-Cortina está sendo revolucionada pela presença de drones de FPV (visão em primeira pessoa). Embora o uso de drones já tenha sido introduzido nas Olimpíadas de Paris em 2024, esta é a primeira vez que a tecnologia é empregada de forma tão abrangente, oferecendo aos espectadores em casa imagens aéreas únicas e dinâmicas, especialmente nas competições de esqui downhill e luge.

Tecnologia e Limitações dos Drones Utilizados

Um operador de drone, que compartilha sua experiência em um vídeo publicado pelo NBC Olympics and Paralympics, explica que a produção utiliza drones com peso inferior a 250 gramas. Essa restrição de peso é crucial para permitir que os drones voem próximos aos atletas, mas sem sobrevoá-los, garantindo a segurança. Equipados com câmeras e transmissores de transmissão, esses drones são capazes de atingir velocidades de até 120 km/h, com a possibilidade de ajustes na câmera diretamente de um centro de controle móvel.

Desafios da Adaptação e Segurança em Tempo Real

O maior desafio para os operadores, segundo o profissional, é a necessidade de adaptação constante às mudanças de percurso e ritmo dos atletas. “Às vezes, eles erram uma porta ou algo assim, e não fazem a mesma linha, então você tem que se adaptar”, explica. Manter uma distância segura entre o drone e o atleta, especialmente em modalidades como o slalom, onde as varas balançam, exige atenção redobrada para não interferir na competição nem colocar ninguém em risco. A prioridade é capturar imagens espetaculares sem perturbar o desempenho dos competidores.

Recepção do Público e Impacto Visual

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Apesar das inovações visuais proporcionadas pelos drones, a presença e o ruído gerado por esses equipamentos têm gerado reações mistas entre o público. Enquanto muitos apreciam as novas perspectivas e a emoção transmitida pelas imagens aéreas, outros expressam descontentamento com o som dos drones. A integração dessa tecnologia representa um avanço significativo na transmissão esportiva, buscando equilibrar a inovação com a experiência dos atletas e a opinião dos espectadores.

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By Arthur Willians

Um cara que já passou dos 30, mas ainda é viciado em animes e o mundo da ilustração digital. Agora com a nova meta de divulgar e incentivar o máximo que puder todos a acreditarem nas habilidades de desenho