A jornada de redenção e o peso da traição
Walton Goggins, o carismático intérprete do Ghoul em Fallout, compartilhou os bastidores da segunda temporada da aclamada série do Amazon Prime Video, revelando qual foi a cena mais desafiadora de gravar. Em entrevista exclusiva ao CBR, Goggins explicou que, apesar de toda a brutalidade e sofrimento que permeiam a narrativa, um momento específico exigiu um esforço emocional considerável.
O ator descreveu a cena em que o Ghoul trai Lucy (interpretada por Ella Purnell) como particularmente difícil. “A traição de Lucy, e descobrir isso, na minha própria mente, foi fácil de fazer, mas muito difícil porque vai contra [a vontade do Ghoul]”, confessou Goggins. Ele ressaltou que, naquele instante, o Ghoul estava em um processo de reaproximação com sua humanidade, relembrando sua vida passada como Cooper Howard, sua família e seu valor como indivíduo. “Ele lembra a si mesmo que não é essa pessoa e que ele era, ele é um homem. Ele importa, e ele tem um filho, e ele teve uma vida.”
Lucy MacLean: a bússola moral em um mundo desolado
Lucy MacLean tem sido um farol de esperança e justiça no universo de Fallout. A traição orquestrada pelo Ghoul, portanto, causou um impacto ainda mais profundo. Mesmo com a personagem de Lucy se adaptando à violência e à dureza do pós-apocalipse, a manipulação da confiança que ela depositou no Ghoul sublinha os temas centrais da série: poder, hierarquia e a complexidade moral de suas ações.
A busca incansável do Ghoul por sua família, cujos paradeiros ainda são um mistério, adiciona uma camada de profundidade à sua jornada. O compromisso ético que Cooper Howard faz para encontrá-los é evidenciado pela performance de Goggins, que explorou a dualidade de seu personagem.
O anseio por fechamento e a incerteza do futuro
Refletindo sobre a trajetória do Ghoul ao longo das temporadas, Goggins admitiu que não sabe se Cooper encontrará o fechamento que tanto busca. “Eu imagino que talvez não seja o fechamento que você espera ou que eu espero, mas em algum momento haverá um fechamento, quer isso traga felicidade ou não”, ponderou o ator. Ele também comentou sobre a relatividade da felicidade com o passar dos anos e como a história de Fallout ainda está apenas começando a ser desvendada.
O adeus de Hank MacLean e a solidão de Lucy
A segunda temporada de Fallout não poupou Lucy de mais sofrimento. O final apresentou a dolorosa realidade da perda de seu pai, Hank MacLean (Kyle MacLachlan), em uma reviravolta de memória. Hank sacrifica a si mesmo ao escolher esquecer sua filha, forçando Lucy a confrontar a solidão em um mundo implacável.
Annabel O’Hagan, que interpreta a personagem que também sofre com a perda, descreveu a cena como devastadora. “Aquela cena com Hank e Lucy me despedaçou”, disse O’Hagan ao CBR. “Eu estava tirando a maquiagem do rosto ao assistir pela primeira vez. Ela perde a única pessoa que teve a vida inteira, e é tão sutil a mudança de antes de apertar o botão para depois, e apenas a maneira como você derrete em uma pessoa que é apenas neutra, e então desaparece. E então aquela tomada com Ella, eles estão todos ao redor dela, e você a vê sozinha. É como se você sentisse essa profunda sensação de solidão com ela pela primeira vez, mesmo que ela tenha estado em grande parte desta jornada sozinha.”
Apesar do tom sombrio e das dificuldades enfrentadas pelos personagens, O’Hagan destacou a força emocional da série. “Sim, eu acho que o show é tão engraçado e divertido e extravagante e todas essas coisas, mas tem uma espinha dorsal emocional que é, mas mais importante do que qualquer coisa, e é simplesmente muito bonito.”
As temporadas 1 e 2 de Fallout estão disponíveis no Amazon Prime Video.
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