Aclamado pela crítica, mas controverso para parte do público

O episódio focado em Maki Zen’in, de ‘Jujutsu Kaisen’, emergiu como um dos momentos mais marcantes de 2026. Tecnicamente deslumbrante e narrativamente impactante, o capítulo entregou sequências de ação brutais que cativaram a comunidade otaku global. No entanto, enquanto o público ocidental celebrou a produção com aclamação generalizada, uma parcela da audiência japonesa expressou desconforto com as escolhas de adaptação.

Decisão estética: Uma abordagem cinematográfica com custos narrativos

A direção optou por uma estética cinematográfica, priorizando ritmo acelerado, impacto visual e fluidez nas cenas de combate. Essa escolha resultou em sequências de ação prolongadas e enquadramentos estilizados, elevando a experiência sensorial a um nível raramente visto em animes semanais. Contudo, essa priorização estética levou à remoção ou redução de informações cruciais do mangá, impactando a compreensão de alguns eventos e deixando lacunas para espectadores que acompanham apenas a animação.

Cortes que afetam a narrativa e o simbolismo

Entre os elementos omitidos ou minimizados estão explicações sobre falas de Naoya Zen’in, referências a lutas anteriores e detalhes sobre a espada de Maki. A técnica de Ogi Zen’in e o peso simbólico de cenas envolvendo a mãe de Maki também foram significativamente reduzidos. A ausência da cena das maldições com falas infantis, que no mangá reforçava a crueldade contra as irmãs Zen’in, foi outro ponto de estranhamento, sugerindo uma prioridade no impacto imediato em detrimento da profundidade narrativa.

Disputa de narrativas e a popularidade de Naoya Zen’in

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A polêmica se intensificou com a disseminação de narrativas conflitantes sobre a recepção do episódio. Um post japonês criticou fãs ocidentais por priorizarem animação sobre enredo, enquanto uma imagem falsa circulou alegando notas baixas no Japão. Paralelamente, a popularidade de Naoya Zen’in, um vilão explicitamente machista, em quinto lugar em uma pesquisa oficial, gerou debates sobre incômodos sociais. A derrota dele por Maki, sem sexualização, pode ter tocado em questões profundas sobre a representação do machismo e a força feminina na obra, que, apesar das controvérsias, é reconhecida por sua abordagem séria a personagens femininos e subversão de clichês do shonen.

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By Arthur Willians

Um cara que já passou dos 30, mas ainda é viciado em animes e o mundo da ilustração digital. Agora com a nova meta de divulgar e incentivar o máximo que puder todos a acreditarem nas habilidades de desenho