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"title": "Revolução na Imagem Digital: Chipmaker e Startup Israelense Unem Forças para Criar o Primeiro Processador de Sinal de Imagem (ISP) Totalmente Baseado em IA",
"subtitle": "Nova tecnologia promete substituir hardware tradicional por software reconfigurável em tempo real, abrindo portas para qualidade de imagem superior e atualizações contínuas em câmeras de smartphones, carros autônomos e dispositivos XR.",
"content_html": "<h3>Da Fixidez do Hardware à Flexibilidade do Software</h3>n<p>Duas empresas inovadoras estão colaborando para desenvolver o que chamam de “o primeiro processador de sinal de imagem (ISP) totalmente baseado em inteligência artificial (IA) do mundo”. O objetivo é substituir os ISPs baseados em hardware, que por décadas foram o coração da imagem digital. A sul-coreana Chips&Media, especialista em propriedade intelectual para processamento de imagem, e a israelense Visionary.ai, focada em processamento de imagem em baixa luminosidade, unem esforços para criar essa nova geração de ISPs.</p>n<p>A proposta central é utilizar a IA para transferir todo o processo de formação de imagem para software, executado em unidades de processamento neural (NPUs). Ambas as empresas veem essa abordagem como um divisor de águas, permitindo o ajuste, o retreinamento e a atualização do processamento de vídeo em tempo real. Embora a fotografia estática também possa se beneficiar, o foco inicial recai sobre a necessidade de uma mudança estrutural para vídeo em condições de pouca luz.</p>n<p>Historicamente, a arquitetura dos ISPs tem permanecido largamente inalterada, com chips construídos para executar etapas matemáticas fixas com pouca margem para modificações após a fabricação. Essa rigidez se torna um gargalo diante das crescentes demandas de imagem em dispositivos como smartphones, veículos autônomos e óculos de realidade estendida (XR).</p>n<h3>ISP Neural-First: Uma Nova Era na Formação de Imagem</h3>n<p>“Este é o primeiro pipeline de ISP completo, de ponta a ponta, que roda inteiramente em uma NPU, sem depender de um ISP de hardware”, afirma Oren Debbi, cofundador e CEO da Visionary.ai. Ele explica que as abordagens atuais geralmente adicionam blocos neurais a ISPs já existentes, enquanto a nova solução substitui completamente o ISP convencional por um pipeline de imagem neural de ponta a ponta.</p>n<p>Isso significa que os dados brutos do sensor são processados diretamente em uma NPU ou GPU. Por ser baseado em software, o sistema permite ajustes e otimizações por meio de atualizações remotas (over-the-air), sem a necessidade de alterar o silício. Um ponto crucial dessa abordagem é o treinamento específico para cada sensor. A Visionary.ai treina uma rede neural customizada para cada sensor de imagem, utilizando uma plataforma automatizada capaz de gerar um novo modelo em poucas horas com vídeos curtos.</p>n<p>Embora ISPs aprimorados por IA já sejam comuns em smartphones, as empresas argumentam que esses sistemas ainda são predominantemente centrados em hardware. As redes neurais são frequentemente adicionadas como blocos isolados, sem processar os dados brutos do sensor, que ainda são manipulados por hardware de função fixa. “O pipeline de formação de imagem é neural-first, não um ISP clássico com alguns complementos de IA”, ressalta Debbi.</p>n<h3>Qualidade de Imagem em Condições Extremas</h3>n<p>As condições de baixa luminosidade são onde as melhorias se tornam mais evidentes. Pipelines de ISP tradicionais frequentemente suprimem ruído, perdendo detalhes finos e forçando algoritmos de nitidez que podem resultar em imagens artificiais ou artefatos. Debbi destaca que as maiores diferenças aparecem em cenários desafiadores, onde ISPs clássicos precisam sacrificar detalhes, ruído e artefatos – como em luz muito baixa, alto alcance dinâmico e iluminação mista.</p>n<p>Na prática, isso se traduz em sombras mais limpas, sem texturas "cerosas", menos artefatos de halos e nitidez excessiva, cores mais estáveis e menos artefatos temporais em vídeos. O pipeline neural, ao ser aprendido de ponta a ponta, permite otimizar a qualidade perceptual e a estabilidade em diversas cenas, em vez de focar em blocos isolados como redução de ruído ou HDR. Além disso, o pipeline neural é projetado para se adaptar à dinâmica da cena, reduzindo fantasmas e cintilações sem comprometer detalhes naturais quando os sujeitos se movem – um desafio persistente para pipelines clássicos multiquadro.</p>n<h3>Otimizando Desempenho e Consumo de Energia</h3>n<p>Apesar do foco atual ser em vídeo, Debbi reconhece o potencial para a fotografia estática. A arquitetura subjacente é projetada para processar sequências de imagens, o que pode beneficiar técnicas como bracketing e empilhamento de imagens para criar fotos HDR e de baixa luz. A Visionary.ai aponta que grande parte do processamento neural em dispositivos hoje ocorre após o ISP, operando em dados YUV ou RGB, onde informações cruciais do sensor já foram descartadas. A expertise da empresa reside no processamento eficiente no domínio RAW.</p>n<p>O novo ISP de IA, sendo definido por software, pode preencher lacunas em plataformas com hardware de ISP limitado ou inexistente. Uma preocupação com imagens baseadas em IA é o consumo de energia. No entanto, o sistema suporta diferentes modos operacionais, permitindo que os fabricantes equilibrem consumo de energia e qualidade. “Conseguimos rodar em uma NPU muito pequena e consumir apenas um pouco mais do que a imagem com um ISP tradicional, e essa diferença continua a diminuir”, afirma Debbi. Ele prevê que, com o avanço das NPUs e a otimização dos modelos, o consumo será ainda menor que o dos ISPs de hardware.</p>n<h3>Integração e o Futuro dos ISPs</h3>n<p>Embora a nova tecnologia vise revolucionar os ISPs, as empresas entendem que os ISPs de função fixa não desaparecerão imediatamente. “O centro de gravidade está claramente mudando para a computação de IA programável”, observa Debbi. Para chips existentes, a integração pode ocorrer em poucos meses apenas por meio de software. Para chips ainda em desenvolvimento, a migração de funcionalidades de imagem para IA pode reduzir a necessidade de silício dedicado para ISPs.</p>n<p>“Atualizações de software são mais rápidas que as de silício, adaptam-se melhor a novos sensores e casos de uso, e, em última análise, reduzem custos e complexidade”, conclui. A expectativa é que as soluções que atingirem baixa latência em tempo real, eficiência energética e qualidade visual consistente em escala serão as vencedoras. Ao apresentar um ISP totalmente baseado em IA na CES 2026, a Chips&Media e a Visionary.ai sinalizam uma mudança que poderá remodelar a indústria de imagem digital, tornando a qualidade de imagem mais atualizável, especializada e escalável do que nunca."
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