A Famosa Declaração Revelada como Uma Ilusão
Uma das falas mais icônicas de Kylo Ren em “Star Wars: Os Últimos Jedi” – “Deixe o passado morrer. Mate-o, se for preciso.” – acaba de ganhar um novo e complexo significado. A série em quadrinhos “Legacy of Vader”, da Marvel, em sua edição final, confirma que o Líder Supremo nunca foi capaz de cumprir sua própria premissa, aprofundando o conflito que sempre o definiu.
O Confronto com o “Eu” do Passado
Na minissérie que se passa entre “Os Últimos Jedi” e “A Ascensão Skywalker”, Kylo Ren busca o poder de Darth Vader e investiga seu passado. No entanto, a edição 12 da HQ o força a encarar algo muito mais pessoal: a tentativa fracassada de apagar sua própria identidade como Ben Solo. Em uma poderosa visão da Força no cofre secreto de Vader em Mustafar, Kylo não encontra seu avô, mas sim uma manifestação de sua própria luz interior, personificada como o Jedi que ele um dia foi.
A Impossibilidade de Apagar a História
O confronto com Ben Solo na HQ demonstra que o passado não pode ser eliminado. Essa versão de si mesmo desafia diretamente a obsessão de Kylo em negar quem ele foi, reforçando a ideia de que decisões passadas e laços emocionais são inegáveis. A HQ estabelece definitivamente que Kylo Ren sempre foi assombrado por seu passado, mesmo acreditando ter abraçado o lado sombrio.
A Semente da Redenção
Essa revelação adiciona uma nova camada ao personagem, mostrando que sua luta interna era inevitável e constante. O desenvolvimento ajuda a contextualizar a redenção vista em “A Ascensão Skywalker”, onde a transformação de Kylo Ren em Ben Solo ocorre pela aceitação de sua história, e não pela rejeição. A HQ sugere que o caminho para a redenção começou internamente, mesmo quando ele se dedicava a seguir o legado de Darth Vader. A obsessão de Kylo em odiar seu passado, ligada ao medo de que suas conexões emocionais o impedissem de atingir seu potencial no lado sombrio, foi, na verdade, um obstáculo para sua força interior.
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