Campanha Inusitada para o Trono de Themyscira
Enquanto o futuro da Mulher-Maravilha no novo Universo Cinematográfico da DC (DCU) permanece um mistério, o ator Simu Liu, conhecido por seu papel como Shang-Chi no Universo Cinematográfico Marvel, lançou sua torcida. Em entrevista ao JoBlo, Liu declarou que Melissa Barrera, sua colega na série de espionagem ‘The Copenhagen Test’, seria a escolha ideal para assumir o manto de Diana Prince.
O elogio de Liu não foi superficial. Ele destacou a impressionante dedicação física de Barrera durante os treinos de dublês, afirmando: “Houve momentos durante o treino de dublês em que eu olhei e pensei: ‘Isso é muito estilo Mulher-Maravilha’. Ela é totalmente durona (badass). James Gunn ou qualquer outra pessoa ouvindo: eu acho que ela realmente se supera”.
James Gunn Mantém o Mistério e Nega Pressa
Apesar do entusiasmo de Simu Liu, a DC Studios parece estar trilhando um caminho mais cauteloso. Rumores recentes indicavam um possível anúncio da nova Mulher-Maravilha já em janeiro de 2026. No entanto, James Gunn, co-CEO da DC, rapidamente desmentiu a informação com um direto e conciso “Não” em suas redes sociais.
Gunn reiterou que não há pressa na escolha, comparando a situação à seleção de Brainiac para o filme do Superman. Ele prefere focar em testes de tela adequados, ignorando o burburinho da internet. O executivo confirmou que, dos quatro pilares do novo DCU – Superman, Batman, Mulher-Maravilha e Supergirl –, apenas dois já têm suas escalações definidas, deixando o papel de Diana Prince em aberto.
O Fator Político e a Narrativa da Heroína
A sugestão de Melissa Barrera para o papel da Mulher-Maravilha não vem sem um contexto adicional. A atriz enfrentou controvérsias após ser demitida da franquia ‘Pânico’ (Scream) por comentários sobre o conflito em Gaza, um episódio que também impactou a saída de Jenna Ortega da saga. Curiosamente, a atriz que interpretou a Mulher-Maravilha anteriormente, Gal Gadot, também foi alvo de críticas por suas posições sobre o mesmo conflito.
Uma possível escalação de Barrera representaria uma inversão significativa de narrativa. A atriz, por sua vez, sempre defendeu que suas declarações tinham um caráter humanitário, focado na ajuda a refugiados – uma postura que, ironicamente, dialoga com os valores centrais da Mulher-Maravilha nos quadrinhos. A decisão da Warner Bros. em relação a essa escolha, considerando o peso político envolvido, permanece uma incógnita.
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