A era do Multiverso e a reinvenção de atores no MCU
O anúncio de Robert Downey Jr. assumindo o manto do Doutor Destino no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) não apenas agitou o mundo dos fãs, mas também reacendeu um debate há muito tempo especulado: a possibilidade de atores já conhecidos no universo Marvel retornarem em papéis completamente novos, graças ao conceito do multiverso. Essa ideia, antes vista com ceticismo, agora se alinha perfeitamente com a expansão narrativa do estúdio, abrindo um leque de oportunidades para o retorno de talentos em versões alternativas de personagens que já marcaram presença.
De heróis a vilões: A flexibilidade do multiverso
A escolha de Downey Jr. para dar vida a um dos antagonistas centrais da saga do multiverso, embora tenha dividido opiniões, sinaliza claramente a disposição da Marvel em explorar múltiplas realidades sem se prender a encarnações anteriores. Seguindo essa lógica, diversos outros nomes de peso podem surgir sob novas identidades. Um dos exemplos mais comentados é Chris Evans, que já fez uma aparição como o Tocha Humana em ‘Deadpool & Wolverine’. Conhecido mundialmente como o Capitão América, Evans já interpretou o personagem nos filmes ‘Quarteto Fantástico’ (2005) e ‘Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado’ (2007). Seu retorno em uma nova versão do Tocha Humana solidifica a coexistência de diferentes realidades e personagens dentro da mesma linha do tempo.
Novas e velhas faces em caminhos paralelos
Outro caso notável é o de Michael B. Jordan. Após dar vida ao Tocha Humana no ‘Quarteto Fantástico’ de 2015, ele se consagrou como o vilão Erik Killmonger em ‘Pantera Negra’. Com a expansão do multiverso, a possibilidade de seu retorno como uma variante de outro personagem não está descartada, especialmente com a proximidade de produções como ‘Vingadores: Guerras Secretas’. A discussão se estende a Mahershala Ali, que atualmente está escalado como o novo Blade. Anteriormente, o ator interpretou o vilão Boca de Algodão em ‘Luke Cage’, série agora integrada ao cânone do MCU. Isso abre a porta para que o Blade seja uma variante de um personagem já existente, alinhando-se à narrativa recente do estúdio.
Um legado de múltiplos papéis e futuras conexões
O histórico da Marvel já demonstra uma abertura para que atores assumam diferentes papéis. Ray Stevenson, por exemplo, interpretou o Justiceiro em ‘Justiceiro: Em Zona de Guerra’ e, posteriormente, deu vida a Volstagg no MCU. Apesar de seu falecimento, seu percurso reforça como o estúdio já explorou essa versatilidade. Aaron Taylor-Johnson, que foi Mercúrio em ‘Vingadores: Era de Ultron’ e agora vive o Kraven no universo da Sony, também se encaixa nesse cenário, com as conexões entre os universos permitindo a coexistência de versões alternativas. Evan Peters, que interpretou o Mercúrio nos filmes dos X-Men e apareceu em ‘WandaVision’, é outro nome frequentemente citado, tendo sido uma das primeiras referências ao multiverso dentro do próprio MCU. Josh Brolin, que já viveu Cable e Thanos, exemplifica ainda mais essa sobreposição de personagens. Com a integração oficial de Deadpool ao multiverso, o retorno de Brolin como Cable, com referências a Thanos, torna-se uma possibilidade intrigante. Por fim, Nicolas Cage, que interpretou o Motoqueiro Fantasma e está ligado a uma série do Homem-Aranha Noir, representa outra ponta nessa teia de conexões, com o Aranhaverso e o MCU compartilhando laços indiretos.
O futuro é multiversal: Novas variantes a caminho
Com a iminente chegada de ‘Vingadores: Guerras Secretas’, a tendência é que o MCU abrace de vez o conceito de variantes, reunindo rostos conhecidos em papéis inéditos. Essa estratégia não só permite revisitar personagens clássicos sob novas perspectivas, mas também fortalece a ideia de um universo cada vez mais interligado e repleto de surpresas para os fãs.
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